quarta-feira, 16 de maio de 2012

terça-feira, 8 de maio de 2012


Fonte: www.apross.pt/
http://www.institutolg.com/SSAS-Cursos.htm


Cursos na área de Serviço Social e Direitor Humanos


O Instituto Leopoldo Guimarães conjuntamente com o Centro Português de Investigação em História e Trabalho Social (CPIHTS) têm vindo a desenvolver a Área de Serviço Social & Direitos Humanos, dimensionada para responder às preocupações da investigação e da intervenção social de profissionais da área das Ciências Humanas.

O CPIHTS, a primeira Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Serviço Social, ao longo de duas décadas tem vindo a construir um projecto que consolida permanentemente através dos seus trabalhos de pesquisa, das suas publicações e do reconhecimento de parceiros internacionais que partilham generosamente os seus projectos. Consultar www.cpihts.com
Na presente proposta de Serviço Social & Direitos Humanos , ambas as instituições pretendem executar propostas de formação e investigação, abertas ao diálogo científico, dimensionando cursos que proporcionem instrumentos de reflexão e de intervenção social, que possibilitem uma melhor preparação para enfrentar o mundo do trabalho.
A realização de cursos de formação contínua ou permanente, a concretização de seminários temáticos e a programação de outros eventos científicos com carácter regional, nacional e internacional, constituem uma ementa rica das propostas futuras desta parceria, que anunciaremos oportunamente.
Coordenação:Bernardo Alfredo Henríquez Cornejo
Director do CPIHTS


sábado, 28 de abril de 2012


http://www.siac2.com.br/depoimento.asp
 
PRIMEIRO JUIZADO DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DA SERRA
 SISTEMA INTEGRADO DE ACOLHIMENTO À CRIANÇA - VERSÃO 2.0
O Sistema Integrado de Atendimento à Criança versão 2.0 é um projeto que visa integrar os setores do Juízado da Infância e Juventude da Serra com as instituições de acolhimento através de um sistema de informática tipo web que propõe a descentralização da alimentação das informações com o propósito de otimizar e agilizar os serviços com a maior segurança exigida pelo tema. 
 
Projeto "DEPOIMENTO SEM DANO"
 
Obrigar uma criança ou adolescente vítima de violência sexual a contar, várias vezes, a diversas pessoas desconhecidas, sobre o que aconteceu com ela pode ser tão traumatizante quanto o ato em si. Na tentativa de ouvir o que essas crianças têm a dizer sobre essas dolorosas experiências, a juíza Gladys Henriques Pinheiro, titular do 1° Juizado da Infância e da Juventude de Serra/ES, implantou o projeto Depoimento sem Dano.
“Com a implantação efetiva do DSD percebemos o quanto é importante a participação do Assistente Social ou Psicológico para o sucesso do projeto e o alcance da sua finalidade”Gladys Pinheiro
O DSD começou a ser desenvolvido em 2007. Em março de 2008, o projeto começou a se utilizado pela 1ª Vara da Infância e Juventude de Serra, que é o único Juizado do Estado que utiliza o projeto em suas audiências.
A juíza também afirma que o papel da assistente social e da psicóloga durante a audiência é essencial para facilitar o depoimento da criança, ajudando-a a ficar mais à vontade para falar sobre assuntos constrangedores para ela, numa postura de cuidado e acolhimento.
A capacitação de todos os envolvidos – juízes, promotores, advogados, assistentes sociais e psicológicos – é considerada fundamental. Saber da vergonha, da demora para revelar essa situação, das ameaças físicas e psicológicas, da culpa por ter participado, do medo de não ser acreditada e de ser punida, entre outras coisas, ou seja, conhecer a dinâmica do abuso sexual e suas características particulares, não só melhora a qualidade da prova como também ajuda a proteger a vítima e restaurar a sua dignidade. 

Criado em 2003, pelo magistrado José Antonio Daltoé Cezar, da 2ª Vara da Infância e da Juventude de Porto Alegre – RS, o projeto Depoimento sem Dano tem como principal objetivo, promover a proteção psicológica da criança vítima de violência sexual, evitando seu contato com o acusado e a repetição dos interrogatórios.
COMO FUNCIONA

http://revistaseletronicas.pucrs.br/fass/ojs/index.php/fass/article/viewFile/969/5271

Alguns apontamentos sobre a intervenção profissional do assistente social na
área da violência urbana.

ASSISTENTE SOCIAL!!!

Assistente Social não sai, realiza visita institucional.

Não faz fofoca, realiza mobilização.

Não conversa em vão, realiza atendimento social.

Não escreve cartas, escreve encaminhamentos.

Assistente Social não se senta para tomar cerveja, senta para reunião de equipe.

Não vai à casa de amigos, realiza visita domiciliar.

Assistente Social não separa brigas, realiza mediação de conflitos.

Assistente Social não liga, faz contato institucional.

Não dá, ou doa nada, concede beneficios.

Assistente Social não sufoca ninguem, realiza supervisão de serviço.

Não dorme, fica acamado por pouco tempo.

Assistente Social não monta panelinhas, supervisiona grupos.

Não tem pré-conceitos, faz diagnóstico social.

Assistente Social não se situa no espaço, faz diagnóstico sócio-espacial.

Não pratica socialização entre áreas, realiza intersetorialidade.
Janaina Marques

Maternidad en situación límite | CLAM

Maternidad en situación límite | CLAM

http://www.webartigos.com/artigos/o-servico-social-na-empresa-e-a-intervencao-nas-relacoes-interpessoais/7482/

O Serviço Social Na Empresa E A Intervenção Nas Relações Interpessoais

INTRODUÇÃO
Os assistentes sociais não eram tradicionalmente empregados em empresas, são as determinações específicas de reestruturação produtiva e das relações de trabalho ocorridos a partir dos anos de 1960 que determinaram sua inclusão neste cenário.
Segundo Mota (1998), os serviços sociais dentro da empresa devem-se a preservação da qualidade da força de trabalho dos empregados, a qual pode ser afetada pelas carências materiais e comportamentos divergentes que interfiram no processo organizativo da produção.
Os comportamentos divergentes ganham destaque como manifestações de problemas sociais dentro da empresa, devido a estes nortearem o cotidiano do ser humano, e ter um importante papel no desenvolvimento humano pessoal, social e profissional do trabalhador, e consequentemente da instituição.
Entende-se nesse âmbito a importância de estar se conhecendo os processos com o qual se desenvolve as relações interpessoais que para Hartford (1983) "formam uma intricada rede de padrões emocionais, intelectuais e de comunicação que mudam constantemente com as concessões que os membros fazem entre si, com o grupo como um todo ou com segmentos do grupo".
Dessa forma o serviço social é chamado a intervir nessa problemática, usando de suas competências e habilidades na criação de mecanismos que vise à melhoria da qualidade das relações e um melhor ambiente interno de trabalho.
MATERIAIS E MÉTODOS
Este artigo foi desenvolvido a partir da análise, sob abordagem qualitativa, teoricamente fundamentada sobre a temática da atuação do serviço social no âmbito empresarial voltado para a intervenção do assistente social nas relações interpessoais. Para este trabalho, de maneira prática, foram analisados depoimentos de assistentes sociais atuantes em empresas privadas além de suporte bibliográfico de César (in Mota 2000), Hartford (1983), Kameyama (in Mota 2000), Mota (1998 e 2000) e Prette (2004) que destacam os desafios deste cotidiano profissional e a importância das relações interpessoais.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Segundo Kameyama (2000) os desafios postos ao assistente social na atual conjuntura, são aqueles criados pelas transformações no "Mundo do Trabalho", provocando reflexões sobre tais alternativas que perpassam a compreensão das demandas sociais.
Em meio as transformações nos padrões de produção puncionadas pelas inovações tecnológicas, vivência da globalização e a flexibilização dos processos de trabalho, o que repercuti diretamente nas relações trabalho e produção é que o serviço social é requisitado pela empresa.
Segundo César (2000) tais mudanças são mediadas pelas ações das classes e pelas transformações que na atual conjuntura, encontra na ideologia neoliberal um amparo teórico e político para enaltecer o papel do mercado em detrimento da sua ação pública. O autor diz ainda que o serviço social é requisitado para implementar novas modalidades de gestão da força de trabalho, que permita a formação de um novo comportamento produtivo do trabalhador, baseado na confiabilidade e no envolvimento do mesmo com os objetivos da empresa.
Nessa perspectiva Mota (1998) diz que o serviço social é requisitado pela empresa como ação profissional que legitime seus interesses e atendam suas necessidades. Desse modo, o assistente social é inserido na equipe técnica de recursos humanos, sendo chamado a intervir nas problemáticas do trabalhador, no "trato" dos "Problemas Sociais" mediante a requisição interinstitucional.
Uma das problemáticas de destaque no cotidiano empresarial são as relações interpessoais que segundo Prette (2004) são afetadas por variáveis do ambiente (características físicas, sociais e/ou culturais de uma dada situação) e também por variáveis intra-individuais (crenças, percepções, sentimentos). O autor afirma ainda que pessoas socialmente competentes tendem a apresentar relações pessoais e profissionais mais produtivas, satisfatórias e duradouras, além de melhor saúde física, mental e bom funcionamento psicológico.
A afirmação de Prette nos coloca frente a um contingente de fatores norteadores das relações humanas. Tais fatores tornam-se instrumentos de identificação das problemáticas encontradas no ambiente de trabalho, e norteiam as ações interventivas do assistente social na questão.
O serviço social que é caracterizado como profissão de ação abrangente, voltado para o bem estar social de indivíduos, grupos e seguimentos, ao qual propõe medidas de transformação a partir do estudo e análise da realidade social, sendo o assistente social altamente qualificado para intervir nas relações de forma técnica e ética, características que fazem parte das competências do serviço social, e que tornam possível a execução de uma ação transformadora no âmbito das relações interinstitucionais das empresas.
A intervenção efetivar-se-á de forma objetiva, a partir de um diagnóstico preciso para compreensão dos fatores que ocasionam em disfunções no relacionamento, compreendendo a situação, as particularidades que a permeiam, para então estabelecer ações eficazes de intervenção.
Assim, o serviço social executa intervenções no âmbito das relações interpessoais na empresa, compreendendo-as e mediando-as, criando a elas, métodos possíveis de prevenção e combate as circunstancias que geram problemas, procurando através de programas e projetos executar trabalhos com o grupo, intervindo nas relações interpessoais de forma dinâmica, eliminando as tensões e promovendo melhor qualidade destas relações.
Com isso, devido ao caráter indiscutível de importância que tem as relações interpessoais, fica claro a necessidade de ações que priorize o bom relacionamento entre os profissionais da empresa sendo o assistente social um profissional que dispõe de competências técnicas e éticas para atuar no controle das formas de convivência entre os funcionários da empresa, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida do trabalhador e ainda para o aumento da produtividade no trabalho.
LITERATURA CITADA
CESAR, Mônica de Jesus. Serviço social e reestruturação industrial: requisições, competências e condições de trabalho profissional. In: MOTA, Ana Elizabete (org.). A nova fábrica de consensos. São Paulo: Cortez, 2ª ed., 2000. p. 115-148.
HARTFORD, Margaret E. Grupos em Serviço SocialRio de Janeiro: Agir, 1983.
KAMEYAMA, Nobuco. Notas introdutórias para a discussão sobre reestruturação produtiva e Serviço Social. In: MOTA, Ana Elizabete (org.). A nova fábrica de consensos. São Paulo: Cortez, 2ª ed., 2000. p. 07-21.
MOTA, Ana Elizabete da. O feitiço da ajuda: as determinações do serviço social na empresa. São Paulo: Cortez, 4. ed., 1998.
_______. Reestruturação do capital, fragmentação do trabalho e Serviço Social. In: MOTA, Ana Elizabete (org.). A nova fábrica de consensos. São Paulo: Cortez, 2ª ed., 2000. p. 23-44.
PRETTE, Almir Del; PRETTE, Zilda A. P. Del. Psicologia das relações interpessoais: vivências para o trabalho em grupo. Rio de Janeiro: Vozes, 3. ed., 2004.